Clipe em Paranapiacaba

Na sexta feira, dia 24, nós aqui na Rosa Mecanica fizemos a cobertura de foto e vídeo dos 15 anos da Isabela.

A festa foi maravilhosa, nunca vi uma aniversariante curtir tanto a festa como ela. Dançou do inicio ao fim.

Alguns dias antes estivemos junto com ela e seus pais em Paranapiacaba para desenvolver um filme para passar logo após a retro,e adorei o resultado.

As imagens 99% foram feitas pelo Rodrigo, a edição eu procurei por alguns elementos que no dia não quis interferir muito, mas fizeram falta. Gosto muito de dirigir cenas, não gosto de usar as poses de fotografia para gerar esses filmes, tanto que as melhores cenas ao meu ver foram as que cheguei a dirigir, são as que ela “atuou” de alguma forma e interagiu com a camera de alguma forma.

Na próxima vou dirigir ativamente o filme, quero um resultado mais parecido com o que já fiz no passado que não posso mais apresentar em meu blog.

O clipe realizado é este abaixo.

Na montagem utilizei a música que ela sugeriu e acredito que casou bem na edição, o efeito da finalização algumas pessoas gostaram e outras nem tanto, utilizei um blend para dar esse glow no desfoque.

That’s all.

Flávio Sigel

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Refluxo escrito

Na última vez que aqui vim, postei as fotos do post anterior. Pedi para dois amigos fotografos criticarem as fotos, e claro recebi conforme as solicite. Bem ácidas.

Não estava testando meus colegas, mas sim, tentando pegar ao máximo meus erros. Tenho que agradecer ao Honor Filho e ao Caio Faria por seus comentários.

Agora estou pensando bastante na parábola do porco e da galinha.

É dificil as pessoas perceberem o quanto você está sendo um personagem ou outro, principalmente quando algumas situações desagradáveis acontecem no meio. Dizer que eu tenho sido o porco tem parecido demais e inaceitável.

Pois bem, neste momento, estou passando para o outro lado, vou ser a galinha e nada mais.

Ao mesmo tempo que tenho este pensamento, temo muito pelo andar da carruagem que não tem sido muito boa ultimamente. Temos tido algumas dificuldades, e recebido algumas respostas negativas que desestimulam a caminhada. Ao passar à tomar a atitude da galinha, é um preço muito alto que posso ter que pagar no futuro.

Quero acreditar que realmente existe força, coragem, determinação, senso de urgência e visão para fazer acontecer e acontecer do caralho. Mas não vou mentir para mim mesmo. Eu temo pelo contrário. E também não sei por quanto tempo vou aguentar a postura da galinha. A fantasia não me cai bem e me incomoda de todas as formas possíveis.

Fica agora meu desejo de sorte para nós pois iremos precisar de muita para conseguir superar essa fase.

Eu precisava muito escrever alguma coisa, estou colocando um pouco do que estou passando hoje pois precisava fazer isso.

Já faz umas 2 semanas que sinto muito forte a necessidade de escrever qualquer coisa, mas não sei exatamente o que poderia ser. Sei que o texto deve estar truncado e péssimo para ser entendido, mas não importa, fiz meus dedos dançarem sobre as teclas e isso é o mais importante neste momento.

 

Quase 1 ano depois…

de ter escrito com paixão o post sobre Yuri Gagarin… não houve grandes mudanças.

Na verdade escrevi um desabafo que vou postar mas para que ninguém na verdade leia.

Estou depressivo e isso é muito chato.
Já tenho percebido esse estado em mim à algum tempo, porém venho tentando esconder de mim mesmo.
Tudo está relacionado com o meu trabalho, e eu sei que tudo o que faço se não gera os frutos que eu espero se torna um pântano lugrube onde tento tatear para encontrar uma luz mas sempre em vão e isso me deixa mais triste.
Mas derrepente eu abro mão disso tudo e como acordar de um sonho mudo meu destino de forma dramática.
Foi assim com o meu curso de locução de onde sai totalmente para entrar de cabeça em uma lanchonete. De lá para TV, e dai para o vídeo de casamento.
Me sinto muito derrotado. E em um momento muito complicado e difícil. O sonho está acontecendo ainda mas já estou querendo acordar.
Tantas vezes eu fico lembrando que tudo que é bem feito hoje em relação à video de casamento eu já sabia e tentava à duras penas fazer à 2 ou 3 anos atrás. Mas houve vários impecílios onde as coisas não aconteceram da forma como eu esperava.
Dizem que a gente deve lutar por nossos sonhos. Mas não estou vendo a realização da forma como eu quero.
Sim, estou sem tesão nenhum de continuar.
É uma dura realidade. O pior é saber que tenho compromissos com pessoas que confiaram em mim. Tenho o compromisso pelo próximos 24 meses com o aluguel de meu escritório, tenho o compromisso com minha família de manter nossa casa.
Mesmo tendo que fazer algo que hoje não acredito mais como antes.
Poderia dizer que estou levando uma coça da vida que está doendo muito, mas para qual finalidade? Errigecer minha alma, meu espírito, minhas crenças…
A cada dia eu percebo que estou mais parecido com aqueles que confiaram em mim para fazer seus trabalho. Se preocupando mais com o que entra do que com o resuldado feito com amor e dedicação.
Acabo de olhar para o passado novamente vendo o trabalho de um cara muito inspirador, na época quem descobriu o trabalho dele foi minha esposa ao ver as fotos de sua filhinha em um blog. Minha esposa ficou encantada e com certeza queria que tivessemos a possibilidade de fazer algo parecido com o nosso filho o Giovanne.
Mas minha área é vídeo, engraçado que agora eu penso o que todo dono de empresa de Foto e Vídeo diz: “o vídeo é um cancêr em toda empresa de foto e video”.
Eu não consigo entender como as pessoas conseguem colocar na cabeça de outra que conseguem fazer o que está naquele mostruário lindo.
Deixa isso pra lá.
Eu estou em um momento horrivel para pensar em coisas que só serão uma crítica nada construtiva.
O que eu quero de verdade é encontrar a luz. Voltar a fazer algo totalmente apaixonado. Com um tesão louco pela minha arte.
Às vezes eu entro em alguns sites de fotografia, e vejo trabalho realmente lindos. Inspiradores. Fico pensando em dar essa guinada na vida e migrar para esse instante 1/60.
Claro que generalizei.
Tenho boa visão, acredito muito nela.
Mas é impressionante o lado negro. Sempre escuto merdas do tipo: “é, não vai pensando que é só pegar uma máquina e apertar o botão” ou “todo mundo acha que é fácil”.
Porra, ninguêm sabe incentivar ninguêm? É sempre essa mesquinharia do caralho.. “putz, o fdp quer tomar o meu espaço”.
Desde que eu começei com vídeo sempre ajudei quem queria saber, queria aprender, conhecer os meios e etc.
POr mais que eu não queria ensinar e quando me falam: “você ensina o fulano?” Eu digo não. Mas se o fulano vier perto de mim e começar a perguntar… cara, eu não consigo deixar de ensinar ou passar minhas experiências. É foda. Eu já digo não para tentar evitar. Mas nunca me neguei à ensinar alguem e dar aquele toque que poderá levar o fulano para vôos mais altos. De repente ele tem muito mais sorte do que eu.
Esse meu ramo é muito caro. Equipamento sangra muito uma empresa, e locação arranca pedaços nobres de você.
Da vontade de sair com umas camerazinhas zuadas para fazer o arroz com feijão pra ver se sobra mais no caixa. Mas e a honra onde fica?
Mesmo que o cliente não perceba a difença que faz um X de um Y nas especificações técnica de um equipamento, eu sei. E isso faz muita diferença no meu resultado.
Imagine. Você dorme em um colchão king size, delicioso. E derrepende você tem que passar a dormir em um colchonete. Ou você fotografa com uma 5D com uma 24-70 e derrepente passa para um 30 com uma 18-55.
Não adianta dizer que o mais importante é o seu olhar. Lá no fundo, você estará se afundando cada vez mais na sensação de impotência causada pela falta de um recurso que antes você tinha e hoje não mais.
Eu não sei mais se quero acordar do sonho e mudar de vida ou esperar acontecer o milagre e voltar a me apaixonar de corpo e alma pela minha arte.
O dia a dia é corrosivo para um artísta.

Pois é. Postei. Que venhas as consequências.

Yuri Gagarin

Vendo o filme da recriação do vôo de Yuri Gagarin algumas emoções vieram a tona.
Vamos esquecer por alguns instantes o fato de ter ocorrido em um momento na história bastante tenso entre duas nações, esquecer o fato de que este homem era um militar e que sua visão naquele instante pareceu tão seca que não havia emoções fluindo em si.
Após 50 anos de sua viagem, assistindo ao filme, ouvindo a música e vendo pela tela de meu computador algo que talvez eu nunca tenha o prazer de ver com meus próprios olhos preciso sentir que estava lá um ser humano. Quero acreditar que ao ver a terra lá de cima ela tenha chorado, que tenha tido um nó na garganta de quase não conseguir respirar e seu coração acelerado quase pulava para fora do peito.
É uma visão romântica de um momento.
Quando ele estava lá em cima, minha mãe tinha completado 14 anos meses antes.
Não sei o que se passava pela mente de minha mãe quando isso aconteceu, sei apenas que ela pode ter ouvido no rádio alguma coisa sobre o feito soviético.
Em minha visão romântica, eu vejo um homem no auge de seus 27 anos, com um sonho de ser o primeiro cosmonauta. De rasgar a atmosfera e pairar sutilmente sobre nosso planeta e apreciar a beleza deste nosso lar. O mais estranho é pensar que este nosso lar, ao mesmo tempo não é nosso, hoje por exemplo estava vendo preço de imóveis de tamanhos ridículos e preços absurdos.
Mas o romântico esquece destes detalhes da mesquinharia humana e busca a beleza do ser e estar seja lá onde estiver.
A conquista é o que torna o momento vívido e agradável ao coração e ao ego, e em meus pensamentos vejo-o conquistando o espaço, a realização de seu sonho e de sua luta.
Isso tocou me pela minha luta no caminho para conquistar o quero e onde quero chegar. Deixei muitas coisas de lado, muitos caminhos deixei de percorrer por outros interesses, nôs adaptamos a novas situações e buscamos novos objetivos. Hoje não sonho mais em ser médico, em dirigir um ônibus, locutor de rádio FM, brincar carnaval como mestre sala mirim na escola de samba do bairro na cidade do interior, e tantas outras coisas que ficaram no passado às vezes ainda como fantasmas, outras trocadas por interesses novos e situações que nôs fazem mudar de idéia e caminho.
Ao mesmo tempo que tudo parece complicar, nossos interesses ficam mais simples com o tempo. Hoje quero uma casa para chamar de minha, trabalhar menos e ganhar mais para ficar mais tempo com a família, estar mais perto da esposa e do filho que já tem 5 anos.
Quando eu era pequeno tinha um pesadelo onde eu tentava correr mas parecia que não saia do lugar, geralmente acabava acordando logo em seguida. Estranho é pensar que quanto mais tento chegar à essa realidade almejada parece que não saio do lugar.
Espero que daqui um ano as coisas mudem. E possa olhar este texto com olhos de realização.
Sigel
Abaixo o link para o filme:

http://www.youtube.com/firstorbit